A gente sente que está precisando quando tudo na vida fica embaralhado. A cabeça, tem vezes, não vai trabalhar com você; o discurso chega atrasado; até as pernas ficam bambas quando o telefone toca e você está saindo pela porta para almoçar. Neste período, tenho vontade de ter nascido burra. Você não discute com a caixa do supermercado ou com a do café da esquina, que diz que tem tal recheio de pastel de forno integral e não tem. Você quer de ricota com espinafre, ela embrulha o de frango desfiado (argh! para o desfiado) com ameixa e a tragédia se faz logo após a primeira mordida. E aí, a fome passa e o mau humorzinho se instala para o resto do dia.
Sintomas claros da aproximação das férias. É quase como uma TPM, sendo que o seu comportamento é completamente diferente. Você não está carente nem choroso. Não está com vontade de gritar sozinho nem de pagar um esporro desnecessário para o seu significant other. Está ansioso. E uma pessoa ansiosa se achando a dona do mundo. Difícil de se conseguir conviver. Só eu sei.
Pois é. Estou nessa fase. Desculpem. Nas últimas semanas, virei rata feroz de Internet, pesquisando tudo que pode me ajudar nos próximos 30 dias. Não tenho conseguido dormir bem – aliás, taí uma coisa que nunca consegui –, como desregradamente (e mal!), ando com mil papéis na bolsa, rabiscados, com listas do que fazer, tarefas intermináveis. É praticamente um inferno viver assim. Mas ainda bem que elas estão aí. Nossa, se demorassem mais um mês para chegar, não sei o que seria de mim.
Bom, então é isso. Saio de férias do meu trabalho físico, da atividade que me garante o pão. Mas continuo com a coluna e com essas idéias um tanto estapafúrdias, melancólicas, divertidas (não sou que digo!) e tal. Ah, meu último dia é amanhã. Não estou mais me agüentando.
Cool! O pior é que no imediato dia após a volta dela me dá uma sensação danada de que preciso de férias...